“Essas redescobertas contribuem para uma narrativa mais plural sobre os primórdios da sociologia, mas não se limitam a isso. Ao refletirem a partir de uma perspectiva feminina, essas autoras questionaram pressupostos universalistas e sinalizaram que a produção do conhecimento é influenciada por categorias como gênero, classe e raça. O que está em jogo, portanto, não é apenas a história da sociologia, mas o próprio campo da teoria sociológica e os fundamentos para a interpretação da modernidade”. A pesquisadora do LabGen, Luna Ribeiro Campos, contribuiu para o Nexo Jornal com o artigo “5 livros para conhecer as mulheres pioneiras da sociologia”. Confira a matéria no site do jornal.

Estamos no mês da consciência negra. A questão do racismo, da desigualdade racial é extremamente grave, complexa e central para a sociedade brasileira e para toda a comunidade acadêmica. Por isso, o Grupo de Trabalho Mulheres na Ciência organizou um evento com a profº Dra. Isabel Cruz a fim de ouvi-la a respeito desse assunto tão fundamental. A profª Isabel Cruz é professora titular da UFF e coordenadora do Núcleo de Estudos sobre Saúde e Etnia Negra. A mediação é da profª Verônica Toste, do GSO-UFF. O vídeo está disponível no canal do GT no YouTube.

Na próxima sexta-feira, dia 27 de Novembro, às 19:30, a historiadora Lolita Guerra discutirá a hipótese da Pré-História matriarcal na conferência de encerramento da XXIX Semana de História da Universidade Estadual do Norte do Paraná, campus Jacarezinho. O evento poderá ser acompanhado pelo canal do YouTube da XXIX Semana de História da UENP.

O tema é pertinente para a pesquisa sobre gênero e relações sociais de sexo pois nos permite adotar um posicionamento crítico frente a ideias bastante difundidas às margens da historiografia, mas que constituem narrativas sobre o passado ingênua ou oportunamente propagadas como legítimas e amparadas em evidências e métodos incontestados. Mais do que deixa-la de lado, a pesquisadora nos convida a lidar com a tese de uma Pré-História matriarcal como exercício de reflexão sobre as possibilidades de nossa compreensão sobre os passados distantes pensados como realidades concretas das quais sempre nos aproximamos por vestígios e perspectivas parciais. Central para o debate é o enfrentamento da questão sobre as metanarrativas, ou seja, sobre o sentido da História em grande escala e das dinâmicas a serem privilegiadas pela pesquisa e a escrita da História. Tratado em seu bojo, o tema do matriarcado enfatiza a necessidade de abordar o clássico problema feminista da dominação e exploração das mulheres pelos homens a partir do que foi construído sobre o passado e nos limites do que podem oferecer os métodos da História.

Lolita Guimarães Guerra é professora de História Antiga da Faculdade de Formação de Professores da UERJ e pesquisadora do LABGEN e do CCCP-PréK (Centro Ciro Cardoso de Pesquisa do Pré-Capitalismo).

No dia 23/11, às 16h, o LabGen, Nuderg e Neseg apresentarão a mesa “Violência, trabalho e cuidado” no III Encontro da Rede Fluminense de Núcleos de Pesquisa de Gênero, Sexualidades e Feminismos nas Ciências Sociais. Veja a programação das apresentações:

Campanhas de Prevenção à Violência de Gênero no Brasil, 2000-2018
Maira Covre (ICS/PPCIS/UERJ, NUDERG) e Isadora Vianna Sento-Sé (PPCIS/UERJ, NUDERG)

Gênero e desigualdades relacionais: evidências das organizações jornalísticas no Brasil
Ana Clara Matias Rocha (LABGEN/UFF) e Verônica Toste Daflon (LABGEN/UFF)

Trabalho, cuidado e feminismo: ações e estratégias políticas durante a pandemia da Covid-19
Thays Monticelli (NESEG e PPGSA/UFRJ)

O evento será transmitido no YouTube.

A pesquisadora Débora Thomé (LabGen) publicou com a profª Malu Gatto (UCL) artigo no Observatório das Eleições / UOL intitulado “Candidatas e a corrida com obstáculos em tempos de pandemia”. As autoras discutem os resultados de um survey com aspirantes mulheres a cargos de vereador e apontam para a percepção das candidatas de que os partidos políticos são o grande gargalo para o sucesso de candidaturas femininas. Confira o texto no site do UOL.

Podcast Quarentenas: edição especial discute gênero na ciência, em tempos normais e pandêmicos

Está no ar o quarto episódio do “Quarentenas: gênero, sexualidade e feminismos em tempos de pandemia”, projeto da Rede Fluminense de Núcleos de Pesquisa de Gênero, Sexualidade e Feminismos nas Ciências Sociais (Redegen). O episódio é uma edição especial e está sendo lançado como edição comemorativa do Terceiro Encontro da Rede. O evento acontece entre os dias 23 e 25 de novembro e transmitido pelo YouTube. A inscrição pode ser feita através do site da Redegen.

Neste quarto episódio, a socióloga Moema Guedes, professora da UFRRJ e coordenadora acadêmica do Labuta, e a socióloga Clara Araújo, professora da UERJ e coordenadora acadêmica do Nuderg, entrevistam a socióloga Alice Abreu, professora titular e emérita do IFCS da UFRJ. Alice fala  sobre gênero nos campos disciplinares da ciência e da tecnologia, a construção público-privada de assimetrias nos campos científicos e tecnológicos em tempos normais e em tempos pandêmicos, em suas continuidades e descontinuidades, no Brasil e no mundo.

O podcast “Quarentenas” traz sempre entrevistas e conversas com pesquisadoras/es, ativistas para tratar dos dilemas mais urgentes da nossa contemporaneidade. Plural por definição, “Quarentenas” espelha as múltiplas faces do cenário pandêmico atual, atravessado por diferenças e desigualdades interseccionadas.

Serviço: disponível nas plataformas Spotify e Soundcloud.