A sequência didática “Mulheres na Sociologia do século XIX: gênero e temas clássicos“, desenvolvida pela professora de Sociologia Raquel Simas (Campus São Cristóvão III) em parceria com Verônica Toste (UFF) e Luna Campos (Cefet-RJ), ganhou o reconhecimento público do Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica 2022.
A sequência didática tem como objetivo colocar em evidência a participação de mulheres no ambiente intelectual do século XIX, valorizar a contribuição delas para tópicos clássicos das ciências sociais como cultura, trabalho e relações raciais; trabalhar com as autoras de forma transversal ao currículo e evidenciar a relevância da perspectiva de gênero para a Sociologia. “A sequência didática produzida por mim, Luna Campos e Verônica Toste apresenta temas e caminhos para professores da Educação Básica abordarem as teorias de Harriet Martineau, Flora Tristan e Anna Julia Cooper. O meu trabalho no Pedro II e a formação continuada (com cursos, pós, participação em eventos) foram fundamentais para a minha contribuição na proposta pedagógica”, comentou Raquel.
Em 2019, Raquel coordenou o projeto de iniciação científica Mulheres nas Ciências Sociais, com a participação de seis estudantes do Campus São Cristóvão III e três estudantes da UERJ vinculadas ao PIBID. O projeto trabalhou as pensadoras Olympe de Gouges, Mary Wollstonecraft, Harriet Martineau, Flora Tristan, Nísia Floresta Brasileira Augusta, Anna Julia Cooper, Charlotte Perkins Gilman, Ida B. Wells, Alexandra Kollontai e Ercília Nogueira Cobra buscando avaliar os currículos de disciplinas escolares de Humanas e alguns livros didáticos e relacionar as autoras a algumas áreas temáticas.

A Revista Contraponto, dos discentes do Curso de Pós-Graduação em Sociologia da UFRGS, acaba de publicar o dossiê “Das margens ao centro: a sociologia pela perspectiva de mulheres”, composto por artigos, ensaios e resenhas sobre gênero nas ciências sociais. As professoras Raquel Weiss e Cynthia Hamlin contribuíram com o ensaio “A outra margem: quando o feminismo encontra a Teoria Social” e a doutoranda Laura Gomes Barbosa com a resenha do livro “Clássicas do pensamento social: mulheres e feminismos no século XIX”, intitulada “Ampliando o cânone: as mulheres e a gênese da Sociologia no século XIX“. Esses e outros textos podem ser conferidos no site da revista.

Nesta terça-feira (05), às 17h, foi anunciado o resultado da segunda edição do Edital Igualdade de Gênero na Educação Básica. A cerimônia de reconhecimento público apresentou as 8 propostas mais criativas para a educação de jovens e adultos e o Labgen foi selecionado com a proposta “Mulheres na Sociologia do Século XIX: gênero e os temas clássicos da disciplina”, de autoria de Verônica Toste Daflon (PPGS/UFF), Luna Campos (CEFET-RJ/UNICAMP) e Raquel Simas (CPII/UFF).

Com foco na Educação Infantil e na Educação de Jovens e Adultos, foram selecionadas propostas que promovem a igualdade de gênero nas escolas. O edital é uma iniciativa da Ação Educativa, com apoio do Fundo Malala, com a promoção de mais 50 entidades comprometidas com a luta pelo direito humano à educação de qualidade. A relação de propostas selecionadas pode ser acessada no site da Ação Educativa e a sequência didática do Labgen pode ser consultada neste link.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) realiza nos dias 8 e 9 de março dois webinars focados em discutir o cenário de ataques de gênero contra profissionais da imprensa no Brasil. Além de ser uma celebração do Dia Internacional da Mulher, o evento marca o lançamento do relatório “Violência de gênero contra jornalistas”, resultado do monitoramento feito pela Abraji em 2021 com patrocínio da UNESCO.

Programação

No dia 8/03, às 17h, Marlova Jovchelovitch Noleto, diretora e representante da UNESCO no Brasil, fará a abertura do webinar.
Em seguida, Verônica Toste, doutora em Sociologia, professora da UFF e consultora de gênero no projeto da Abraji, irá apresentar a metodologia e os achados da pesquisa. Julie Posetti, vice-presidente adjunta do ICFJ, Mariliz Pereira Jorge, colunista da Folha de S Paulo e Jéssica Moreira, cofundadora do Nós, Mulheres da Periferia, debaterão sobre o cenário das violências de gênero contra jornalistas e contra profissionais mulheres no país e no mundo.

No dia 9/03, às 17h, Patricia Campos Mello, diretora da Abraji, irá abrir o debate. Nesse dia, possíveis soluções para o problema das agressões serão discutidos, trazendo diferentes perspectivas do enfrentamento à violência de gênero contra jornalistas, como as dos poderes Legislativo e Judiciário. Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), discutirá como a questão pode ser entendida dentro do ordenamento jurídico brasileiro e que medidas jurídicas podem ser tomadas para enfrentá-la. Talíria Petrone , deputada federal (PSOL-RJ), vai falar sobre quais posicionamentos que podem ser assumidos dentro do Congresso Nacional.

Faça sua inscrição no evento no site da ABRAJI.

No dia 8 de março às 14h as pesquisadoras Anna Barbara Araujo (UFRN, LABGEN & NESEG) e Luna Campos (CEFET-RJ, UNICAMP & LABGEN) participarão de evento da TV Boitempo sobre as origens do 8 de março, em debate com Marilia Moschkovich. O evento será transmitido no canal do YouTube da Boitempo.

Foi publicado na revista Tempo Social o artigo “Trabalho doméstico e de cuidado: um campo de debate”, de autoria de Anna Bárbara Araujo (NESEG/LabGen), Thays Monticelli (NESEG) e Louisa Acciari (NESEG).

“O objetivo deste artigo é analisar como o Estado, o mercado e os movimentos políticos de trabalhadoras domésticas e cuidadoras têm concretizado estratégias para marcar as possíveis liminaridades e fronteiras entre essas duas ocupações. Para isso, analisamos a Lei Complementar nº 150/2015, que amplia direitos trabalhistas às trabalhadoras domésticas, e o Projeto de Lei da Câmara 11/16, que propõe regulamentar a profissão de cuidadora. No âmbito do mercado, consideramos o discurso dos empregadores sobre cuidado e trabalho doméstico e a crescente utilização do Microempreendor Individual (mei) para contratação. Por último, examinamos entrevistas com representantes dos movimentos políticos organizados do setor. A análise revela que os conflitos em jogo estão relacionados com as concepções de “valor” e “reconhecimento” nos três campos, refletindo as desigualdades e a precariedade que marcam esse setor de atividade.”

O texto pode ser acessado na página da revista no Scielo.

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