“Se você não é branco ou pertence a alguma minoria étnica-racial, é bem provável que sua realidade de vida e de muitos outros que você conheça se caracterize por precariedade das condições materiais de vida. É também possível que ela ocorra em periferias das cidades ou em aglomerados de terrenos de difícil utilização, menos integrados ao circuito econômico das cidades, escassos de serviços e infraestrutura, nos quais o valor da terra é baixo e o transporte e saneamento são precários, que os tornam mais acessível às classes menos favorecidas (Barber et al., 2018)”.

Confira o artigo “5 pontos sobre raça, lugar e desigualdades em saúde”, de Bruno de Oliveira, no NEXO Políticas Públicas. O texto se apoia, entre outros estudos, no artigo “At the intersection of place, race and health in Brazil: Residential segregation and cardio-metabolic risk factors in the Brazilian Logitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil)”, escrito em coautoria entre Sharrelle Barber, pesquisadores da FIOCRUZ e Verônica Toste, do LabGen. O trabalho foi um dos primeiros grandes levantamentos quantitativos em torno da relação entre raça, saúde e segregação residencial no Brasil.

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